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Vazamento íntimo e deepfake

Fotos ou vídeos íntimos vazados? Veja o que fazer agora

Atendimento online em todo o Brasil.

Revisado por , advogado (OAB/BA 56.878), em .

Não apague nada: as mensagens, os perfis e os links são a prova. A lei permite pedir a retirada do conteúdo e responsabilizar quem divulgou, inclusive em montagens feitas com inteligência artificial (deepfake) e em chantagem com ameaça de exposição (sextorsão).

Está sendo ameaçado agora? Não pague e não negocie. Veja o que fazer nas primeiras horas

Falar com o escritório no WhatsApp

No primeiro contato, conte só o necessário: não mande fotos íntimas nem senhas pelo WhatsApp.

Resposta no mesmo dia útil, pela equipe do escritório, sob a responsabilidade do advogado Lucas Karam (OAB/BA 56.878). Atendimento online em todo o Brasil, com sigilo profissional. Prefere e-mail? Escreva para contato@lucaskaram.com.br.

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Primeiras horas

O que fazer nas primeiras horas

Se você acabou de descobrir que uma imagem íntima sua foi divulgada, ou se alguém está ameaçando divulgar, estes passos ajudam a proteger você e o seu caso.

  1. Não apague nada

    Mensagens, perfis e publicações são a prova do que aconteceu. Apagar a conversa com quem ameaça pode dificultar a identificação.

  2. Registre as provas

    Faça capturas de tela que mostrem a data, a hora, o endereço (link) da publicação e o perfil de quem publicou. Guarde os links em um arquivo à parte.

  3. Não pague e não negocie

    Em casos de chantagem, pagar costuma gerar novos pedidos. Interrompa o contato sem avisar que vai procurar a polícia.

  4. Denuncie na própria plataforma

    Redes sociais e sites têm canais de denúncia para imagem íntima publicada sem autorização. A denúncia não substitui a notificação formal, mas ajuda a conter a circulação.

  5. Peça ao Google para tirar dos resultados

    O Google tem um formulário para remover da Pesquisa imagens íntimas divulgadas sem autorização, inclusive montagens feitas com inteligência artificial. Isso tira o link dos resultados de busca, mas não apaga o conteúdo do site onde ele está.

  6. Registre a ocorrência

    Procure uma delegacia, de preferência especializada em crimes cibernéticos ou a Delegacia da Mulher. Em vários estados o registro também pode ser feito pela internet.

  7. Procure orientação jurídica

    Um advogado avalia se cabe notificação extrajudicial, pedido judicial de urgência e identificação do autor, de acordo com o seu caso.

Se a vítima for criança ou adolescente, comunique as autoridades imediatamente. A denúncia também pode ser feita de forma anônima na Central de Denúncias da SaferNet Brasil, em safernet.org.br/denuncie. Veja também o guia seu filho está sendo atacado ou exposto na internet?, sobre como guardar as provas sem expor a criança.

Se a imagem foi feita quando a pessoa tinha menos de 18 anos, a ferramenta Take It Down, gratuita e mantida pelo NCMEC (centro norte-americano de proteção à criança), cria uma impressão digital da imagem no próprio aparelho, sem enviar a foto, para que as plataformas participantes removam e bloqueiem as cópias. Vale também para adultos com imagens de quando eram menores.

Para adultos, a ferramenta StopNCII.org, sem custo para a vítima, cria uma impressão digital da imagem no seu próprio aparelho, sem enviar a foto, para que as plataformas participantes bloqueiem novas publicações.

Se usaram o seu rosto ou a sua voz em outro conteúdo falso, como um anúncio que você nunca gravou ou um áudio pedindo dinheiro aos seus parentes, veja o guia usaram seu rosto ou sua voz com inteligência artificial?

Atendimento

Como funciona o atendimento

Um caminho organizado para agir com rapidez e cuidado. Nem todo caso passa por todas as etapas.

  1. Primeiro contato sigiloso

    Você fala com a equipe pelo WhatsApp. O atendimento é feito pela equipe do escritório, sob a responsabilidade do advogado Lucas Karam, com sigilo profissional e sem julgamentos.

  2. Organização das provas

    Orientamos como reunir e preservar as provas e, quando necessário, providenciamos ata notarial ou coleta técnica para dar valor jurídico ao material.

  3. Pedido de retirada

    Notificamos as plataformas e, se for o caso, entramos com ação judicial com pedido de urgência para a retirada das fotos ou vídeos.

  4. Responsabilização

    Avaliamos com você a identificação do autor, a ação de indenização por danos morais e a comunicação às autoridades.

Casos que também atendemos

  • Montagens com inteligência artificial (deepfake)

    Atuação contra montagens de nudez criadas por IA, que a lei trata como crime, com pedido de retirada e de identificação de quem criou ou compartilhou.

  • Sextorsão e ameaças

    Orientação para quem recebe ameaça de exposição em troca de dinheiro ou de mais imagens, com preservação das provas e comunicação às autoridades.

Legislação

O que diz a lei

A legislação brasileira protege a vítima em várias frentes. Estes são os pontos principais.

  • Marco Civil da Internet, art. 21

    Retirada depois da notificação

    A plataforma que, depois de notificada pela vítima ou por seu representante, não retirar imagens ou vídeos com nudez ou atos sexuais de caráter privado divulgados sem autorização pode ser responsabilizada. A notificação precisa identificar com precisão o material, por exemplo com os links.

  • Código Penal, art. 218-C

    Divulgar sem consentimento é crime

    Divulgar, por qualquer meio, cena de sexo, nudez ou pornografia sem o consentimento da vítima tem pena de reclusão de 4 a 10 anos (redação da Lei 15.280/2025). A pena aumenta de um terço a dois terços quando quem divulga teve relação íntima com a vítima ou age por vingança ou humilhação.

  • Código Penal, art. 147-B, parágrafo único

    Montagem com IA contra a mulher

    Causar dano emocional à mulher por ameaça, humilhação, chantagem ou outro meio é crime de violência psicológica, com pena de reclusão de 6 meses a 2 anos e multa. A pena aumenta de metade quando o crime usa inteligência artificial ou outro recurso que altere a imagem ou o som da vítima (Lei 15.123/2025).

  • Código Penal, art. 216-B, parágrafo único

    Montagem também é crime

    Quem faz montagem em foto, vídeo ou áudio para incluir uma pessoa em cena de nudez ou ato sexual de caráter íntimo responde por crime. A regra vale para qualquer forma de montagem, inclusive as feitas com inteligência artificial.

  • ECA, arts. 241-A e 241-C

    Vítima menor de 18 anos

    Divulgar conteúdo de violência sexual envolvendo criança ou adolescente tem pena de reclusão de 4 a 10 anos (art. 241-A). Simular essa participação por montagem, inclusive com inteligência artificial, tem pena de 3 a 5 anos (art. 241-C). Redação da Lei 15.487/2026.

  • Código Penal, art. 158

    Chantagem pode ser extorsão

    Exigir dinheiro ou outra vantagem sob ameaça de divulgar imagens íntimas pode configurar o crime de extorsão.

  • Constituição, art. 5º, X; Código Civil, arts. 186 e 927

    Direito à indenização

    A Constituição garante a inviolabilidade da intimidade e da imagem. Quem causa dano a esses direitos tem o dever de indenizar.

Lucas Karam, advogado de Direito Digital
Quem cuida do caso

Advogado responsável

Lucas Karam é advogado especialista em Direito Digital, com pós-graduação em Direito Digital e Compliance. Atua com proteção de dados, crimes cibernéticos e defesa de vítimas de exposição íntima na internet.

Coordena a pós-graduação Inteligência Artificial para Advogados na EBPOS, é coautor de livros sobre LGPD pela Saraiva Jur e membro da Comissão Especial de Direito Digital da OAB/BA.

Inscrição
OAB/BA 56.878
Formação
Direito (UCSAL), pós-graduação em Direito Digital e Compliance, MBA em Data Protection Officer (IESB) e Gestão de TI (Estácio)
Certificações
CIPM e CDPO/BR (IAPP), DPO (EXIN), Lead Implementer e Auditor Líder ISO/IEC 27701 (ABNT)
Sigilo
Sigilo profissional previsto no Estatuto da Advocacia e, nos processos que envolvem a intimidade, segredo de justiça

Conheça a trajetória de Lucas Karam

Imprensa

Outras entrevistas na imprensa

Entrevistas sobre exposição na internet, imagens falsas, stalking e a responsabilidade das plataformas.

Outras participações

Dúvidas

Perguntas frequentes

Respostas para as dúvidas mais comuns sobre retirada de conteúdo, provas e indenização.

O meu caso será mantido em sigilo?

Sim. O advogado tem o dever de sigilo profissional previsto no Estatuto da Advocacia, e os processos que envolvem a intimidade tramitam em segredo de justiça (art. 189 do Código de Processo Civil).

É possível retirar fotos e vídeos íntimos da internet rapidamente?

Existem dois caminhos. O primeiro é notificar a plataforma: pelo art. 21 do Marco Civil da Internet, ela pode ser responsabilizada se não retirar o conteúdo íntimo depois de notificada. O segundo é a ação judicial com pedido de tutela de urgência, em que o juiz pode fixar prazo curto e multa diária para a retirada. O tempo depende de cada caso e de cada plataforma.

Fizeram uma montagem minha de nudez com inteligência artificial (deepfake). Dá para retirar?

Sim. Fazer montagem que inclua uma pessoa em cena de nudez ou de ato sexual é crime (art. 216-B, parágrafo único, do Código Penal), e os pedidos de retirada e de identificação do autor seguem o mesmo caminho usado para fotos reais.

Estou sofrendo sextorsão (chantagem). O que faço?

Não pague, não apague as conversas e interrompa o contato. Guarde capturas de tela com o perfil, a data e as mensagens, registre a ocorrência e procure orientação jurídica. Exigir dinheiro sob ameaça de expor imagens pode configurar extorsão (art. 158 do Código Penal).

A vítima é menor de idade. O que muda?

Comunique as autoridades imediatamente; a denúncia também pode ser anônima, na SaferNet. Divulgar esse conteúdo é crime do ECA com pena de 4 a 10 anos (art. 241-A), e montagens feitas com inteligência artificial também são crime (art. 241-C). A ferramenta gratuita Take It Down ajuda a remover as cópias das plataformas participantes.

Não sei quem vazou o material. Como descobrir?

É um cenário comum. As plataformas são obrigadas a guardar os registros de acesso por seis meses (art. 15 do Marco Civil da Internet) e, com ordem judicial, podem ter de fornecer endereço IP, data, hora e dados cadastrais de quem publicou. Com essas informações é possível buscar a identificação do responsável.

Moro em outro estado. Vocês podem me atender?

Sim. O atendimento é online, para pessoas de todo o Brasil, e os processos na Justiça são eletrônicos. Lucas Karam é inscrito na OAB da Bahia, e a forma de atuar em processos de outros estados é explicada na análise de cada caso.

Posso pedir indenização por danos morais?

Sim. A divulgação não autorizada de conteúdo íntimo, real ou montado, viola a intimidade e a imagem, que a Constituição protege (art. 5º, X), e dá direito a pedir indenização por danos morais. O valor depende das circunstâncias de cada caso.

O que preciso ter em mãos no primeiro contato?

Os links das publicações, capturas de tela com data e hora, o perfil de quem publicou ou ameaçou (se souber) e o número do boletim de ocorrência, se já tiver registrado. Se ainda não tiver nada disso, a equipe orienta como reunir.

Informações atualizadas em outubro de 2026.

Atendimento

Quer ajuda para retirar o conteúdo?

Tenha à mão, se puder, os links das publicações e as capturas de tela. Não mande as fotos ou vídeos íntimos no primeiro contato.

Falar com o escritório no WhatsApp

Resposta no mesmo dia útil, pela equipe do escritório, sob a responsabilidade do advogado Lucas Karam (OAB/BA 56.878). Atendimento online em todo o Brasil, com sigilo profissional. Prefere e-mail? Escreva para contato@lucaskaram.com.br.

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As informações desta página são gerais e não substituem a análise de um caso concreto.

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