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Escolha da ferramenta

Como avaliar uma ferramenta de IA antes de usar no escritório

Atendimento online em todo o Brasil.

Publicado por (OAB/BA 56.878). Atualizado em .

Quase todo escritório já usa alguma ferramenta de IA, mas poucos sabem responder o que ela faz com o conteúdo enviado. A Recomendação n. 001/2024 do Conselho Federal da OAB pede diligência na escolha do fornecedor, e isso se resolve com perguntas objetivas.

Esta página reúne oito perguntas ao fornecedor, quatro sinais de alerta e um roteiro de cinco passos para decidir. Ela não indica produto nem substitui análise do seu caso.

Antes de escolher: defina que dados vão entrar. O que pode ser colocado na ferramenta está em LGPD e IA no escritório, e o comparativo de produtos conhecidos em ChatGPT, Claude e Copilot.

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Resposta no mesmo dia útil, pela equipe do escritório, sob a responsabilidade do advogado Lucas Karam (OAB/BA 56.878). Atendimento online em todo o Brasil, com sigilo profissional. Prefere e-mail? Escreva para contato@lucaskaram.com.br.

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O que pede

O que a Recomendação diz sobre escolher a ferramenta

Quatro trechos tratam da escolha. Eles não listam produtos, e por isso a conferência cabe ao escritório.

  • Item 2.2

    Diligência na escolha

    É preciso garantir que o fornecedor proteja as informações colocadas no sistema, adote medidas de segurança e permita não usar os dados para treinar a ferramenta.

  • Item 2.3

    Compartilhamento previsto

    O advogado deve conferir se as finalidades de compartilhamento de dados constam da política de privacidade do sistema.

  • Item 3.4

    Ler os termos

    Recomenda-se entender como a tecnologia funciona, seus limites e riscos, e os termos de uso e as políticas que tratam dos dados.

  • Item 2.1

    Cliente identificável

    Atenção especial a dados que, mesmo sem nome, deixem o cliente identificável. A escolha da ferramenta não elimina esse cuidado.

Lista

Oito perguntas para fazer ao fornecedor

Cada pergunta tem de ter resposta em documento: termos, política de privacidade ou contrato. Resposta só de vendedor não conta.

  • 1. Meus dados treinam o modelo?

    Pergunte se o conteúdo enviado é usado para treinar a ferramenta e se existe opção de desligar. Conta pessoal e conta contratada para empresa costumam ter regras diferentes: confira a do plano que o escritório vai usar.

  • 2. Por quanto tempo ficam guardados?

    Procure o prazo de retenção de conversas e arquivos, quem no fornecedor pode ler o conteúdo e se há como apagar. Sem prazo escrito, trate o dado como se ficasse para sempre.

  • 3. Onde o dado é armazenado e processado?

    Se os servidores estão fora do Brasil, há transferência internacional de dados, com regras próprias na LGPD. Veja se o contrato indica o país e quais operadores terceiros participam.

  • 4. Com quem é compartilhado?

    A política de privacidade deve listar as finalidades e os destinatários. Finalidade genérica como "melhorar serviços" pede uma pergunta direta ao fornecedor.

  • 5. Que segurança é descrita?

    Controle de acesso por usuário, autenticação em duas etapas, criptografia e registro de quem acessou. Peça o documento, não aceite só a promessa de uma página comercial.

  • 6. O que o contrato diz sobre incidente?

    Quem avisa quem, em quanto tempo, e quem responde se houver vazamento. O escritório continua responsável perante o cliente, então o aviso rápido importa.

  • 7. O resultado traz fonte?

    Ferramenta que cita a origem de lei e de decisão facilita a conferência. Mesmo assim, toda citação é verificada na fonte oficial antes de entrar em peça.

  • 8. Dá para sair e levar o que é meu?

    Veja se é possível exportar o histórico e apagar tudo ao encerrar. Escritório que fica preso a um fornecedor perde o poder de escolher depois.

Atenção

Quatro sinais de alerta

  • Sinal de alerta

    Sem política de privacidade clara

    Se o texto não diz o que acontece com o conteúdo enviado, a pergunta 1 já está sem resposta. Não envie documento de cliente.

  • Sinal de alerta

    Conta gratuita para trabalho de cliente

    Planos gratuitos costumam ter menos garantias. Se o escritório só tem conta pessoal, use a ferramenta com dados fictícios ou anonimizados.

  • Sinal de alerta

    Promessa de sigilo sem documento

    "Seguro" e "confidencial" em página de venda não substituem cláusula de contrato. Peça por escrito.

  • Sinal de alerta

    Ferramenta que age sozinha

    Programa que abre arquivos, envia e-mail ou protocola precisa de camada extra de controle. Veja a página sobre agentes de IA.

Ferramentas que agem sozinhas têm riscos próprios, tratados em agentes de IA para advogados.

Passo a passo

Cinco passos para decidir e registrar

  1. Descrever o uso

    Escreva em uma frase para que a ferramenta será usada e que tipo de dado entrará. Rascunho de e-mail sem dado de cliente tem risco diferente de análise de contrato.

  2. Ler três documentos

    Termos de uso, política de privacidade e, se houver, o aditivo de tratamento de dados para empresas. Anote o que responde cada pergunta da lista.

  3. Testar com dados fictícios

    Antes de qualquer caso real, rode tarefas parecidas com as do escritório usando documento inventado. Verifique erros, fonte e formato da resposta.

  4. Decidir e registrar

    Aprovar, aprovar com restrição (por exemplo, só dados anonimizados) ou recusar. Guarde a data, quem decidiu e a versão dos termos lidos.

  5. Revisar a cada mudança

    Termos de ferramenta mudam. Marque revisão periódica e sempre que o fornecedor avisar alteração de política ou de plano.

Depois da decisão, vêm a regra interna, em política de uso de IA, e a conversa com o cliente, em aviso ao cliente sobre uso de IA. Aplicar a lista às ferramentas do seu escritório faz parte da mentoria de IA para advogados; para a equipe inteira, o treinamento de IA para advogados.

Lucas Karam, advogado de Direito Digital
Quem cuida do caso

Advogado responsável

Lucas Karam é advogado, coordena a pós-graduação Inteligência Artificial para Advogados, na EBPOS, e é membro da Comissão Especial de Direito Digital da OAB/BA.

Coordena a pós-graduação Inteligência Artificial para Advogados na EBPOS, é coautor de livros sobre LGPD pela Saraiva Jur e membro da Comissão Especial de Direito Digital da OAB/BA.

Inscrição
OAB/BA 56.878
Formação
Direito (UCSAL), pós-graduação em Direito Digital e Compliance, MBA em Data Protection Officer (IESB) e Gestão de TI (Estácio)
Certificações
CIPM e CDPO/BR (IAPP), DPO (EXIN), Lead Implementer e Auditor Líder ISO/IEC 27701 (ABNT)
Sigilo
Sigilo profissional previsto no Estatuto da Advocacia e, nos processos que envolvem a intimidade, segredo de justiça

Conheça a trajetória de Lucas Karam

Imprensa

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Entrevistas sobre inteligência artificial, voz clonada e robôs nas redes.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Qual é a melhor ferramenta de IA para advogado?

Não existe resposta única. A melhor é a que cumpre as perguntas desta página para o uso que o escritório pretende: tipo de dado, plano contratado, controles e custo de manter. Compare no papel e teste com dado fictício antes de decidir.

A OAB aprova ou homologa ferramentas?

Não. A Recomendação n. 001/2024 orienta a conduta do advogado e exige diligência na escolha do fornecedor, mas não lista produtos aprovados. A verificação é do escritório.

Plano pago resolve o problema do treino com meus dados?

Nem sempre, e depende do fornecedor. Muitos planos empresariais oferecem a opção de não usar o conteúdo para treino, mas isso precisa estar nos termos do plano contratado. Leia o documento do seu plano, não o de outro.

Posso usar a versão gratuita só para rascunhos?

Para texto genérico, sem dado de cliente, o risco é menor. Para qualquer informação que identifique o cliente, a Recomendação pede cuidado especial, e conta gratuita costuma oferecer menos garantias.

Ferramenta com servidor fora do Brasil é proibida?

Não há proibição geral. A LGPD trata a transferência internacional de dados com regras próprias, e o escritório deve saber se ela ocorre e em que base. A pergunta 3 serve para isso.

Preciso de um contrato específico com o fornecedor?

Para ferramenta de uso profissional com dados de clientes, vale buscar um contrato ou aditivo de tratamento de dados que diga quem é operador, quais medidas de segurança existem e como se trata incidente. Em contas de consumo, os termos padrão costumam ser tudo o que há.

Quem decide a ferramenta no escritório?

Quem responde pelo escritório, com apoio de quem cuida de tecnologia e proteção de dados. A Recomendação coloca a supervisão do uso por associados, estagiários e assistentes sob responsabilidade de sócios e gestores.

Tenho de avisar o cliente da ferramenta escolhida?

Sim, a comunicação prévia por escrito é tema próprio da Recomendação. Veja a página sobre o aviso ao cliente. O aviso deve descrever a prática real, o que depende de a avaliação da ferramenta ter sido feita.

Vocês fazem essa avaliação junto com o escritório?

Na mentoria individual e no treinamento de equipe, a lista é aplicada às ferramentas que o escritório já usa ou pretende usar, com teste em dados fictícios. Não há garantia de resultado: a decisão final é do escritório.

Como entrar em contato?

Responda as perguntas rápidas e siga para o WhatsApp. O atendimento é online, para todo o Brasil. No primeiro contato, diga quais ferramentas o escritório usa, sem anexar documento de cliente.

Informações atualizadas em outubro de 2026.

Atendimento

Quer avaliar as ferramentas de IA do seu escritório?

Conte, nas perguntas rápidas, quais ferramentas o escritório usa hoje e para quê. Assim a conversa começa pela sua rotina.

Descreva a rotina sem anexar peças nem dados de clientes.

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Resposta no mesmo dia útil, pela equipe do escritório, sob a responsabilidade do advogado Lucas Karam (OAB/BA 56.878). Atendimento online em todo o Brasil, com sigilo profissional. Prefere e-mail? Escreva para contato@lucaskaram.com.br.

Veja também a página do advogado de LGPD e proteção de dados.

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As informações desta página são gerais e não substituem a análise de um caso concreto. Cada caso depende das provas, e não há resultado garantido.

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