Recebeu mensagem de um parente com número novo pedindo dinheiro? Veja o que fazer
Revisado por Lucas Karam, advogado (OAB/BA 56.878), em .
Uma mensagem de um número novo, com a foto do seu filho ou da sua mãe, dizendo "troquei de número" e pedindo um Pix urgente, é o golpe do falso parente no WhatsApp. Os primeiros passos são seus e não dependem de advogado: antes de pagar, ligue para o número antigo da pessoa; se já pagou, avise o banco agora e peça o MED. Aqui você aprende a reconhecer o golpe, a confirmar quem está do outro lado e o que fazer com o dinheiro que já saiu.
Ainda não fez o Pix? Pare e ligue para o número antigo do seu parente, o que você já tinha salvo. Se ele atender e não souber de nada, era golpe. Veja como confirmar
Resposta no mesmo dia útil, pela equipe do escritório, sob a responsabilidade do advogado Lucas Karam (OAB/BA 56.878). Atendimento online em todo o Brasil, com sigilo profissional. Prefere e-mail? Escreva para contato@lucaskaram.com.br.
Como o golpe do falso parente funciona
O golpe segue quase sempre o mesmo roteiro, do "troquei de número" ao pedido de Pix. Ele funciona porque mexe com o cuidado que você tem com a família: quem recebe quer ajudar rápido e não para para conferir.
- A foto copiada das redesO golpista pega a foto do seu filho, da sua mãe ou de outro parente nas redes sociais e coloca no perfil de um WhatsApp com um número que você não conhece. Nomes e parentesco também costumam estar à vista nas redes.
- O "troquei de número"A primeira mensagem é algo como "Oi, mãe, troquei de número, salva esse aqui". A conversa começa normal, com perguntas sobre a família, para ganhar a sua confiança antes do pedido.
- O pedido urgente de PixLogo vem o pedido: pagar uma conta ou um boleto que vence hoje, porque o aplicativo do banco "ainda não funciona no celular novo". O Pix quase sempre vai para a conta de outra pessoa, com a promessa de devolver amanhã.
- A desculpa para não falarQuando você pede para ligar, a pessoa diz que está numa reunião, que o microfone quebrou ou que não pode atender. Tudo para você não ouvir a voz e não perceber que não é o seu parente.
Sinais de alerta
- Número que você não conheceA mensagem vem de um número novo, mesmo com a foto e o jeito de falar do parente. Pela Central de Ajuda do WhatsApp, fingir ser amigo ou familiar é um dos golpes mais comuns.
- Pix para a conta de outra pessoaO dinheiro não vai para o nome do seu parente, mas para um "amigo", um "fornecedor" ou uma empresa que você nunca ouviu falar.
- PressaA conta vence hoje, o boleto vai atrasar, o problema precisa ser resolvido agora. A pressa serve para você não conferir.
- Recusa de ligaçãoA pessoa só escreve. Não aceita chamada de voz nem de vídeo e sempre tem uma desculpa.
- Pedido de segredoPede para não contar a ninguém, nem ao pai ou aos irmãos, porque "depois explica". É para você não falar com quem poderia desfazer o engano.
Como confirmar se é mesmo o seu parente
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Não responda com dinheiro nem com dados
Não faça Pix, não pague boleto e não mande senha, código ou foto de documento enquanto não tiver certeza de quem está do outro lado.
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Ligue para o número antigo
Ligue para o número do seu parente que você já tinha salvo, por uma ligação comum. Se ele atender, o golpe acabou ali. Se não atender, espere e tente de novo: uma urgência de verdade aguenta alguns minutos de conferência.
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Faça uma pergunta que só a pessoa sabe
Pergunte algo que não aparece nas redes sociais: um apelido de família, o que vocês comeram no último almoço juntos, o nome de um vizinho antigo. A Central de Ajuda do WhatsApp recomenda uma pergunta pessoal quando houver dúvida.
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Peça uma chamada de vídeo
O WhatsApp também sugere uma ligação de voz ou de vídeo para confirmar. Se a pessoa recusar, desconfie. Mesmo com vídeo, faça a pergunta, porque já existem golpes com rosto e voz imitados por inteligência artificial.
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Fale com outra pessoa da família
Ligue para o pai, um irmão ou o cônjuge do parente e pergunte se ele trocou mesmo de número. Muitas vezes, a dúvida se desfaz em um minuto.
Uma dica para a família inteira: combinem uma pergunta ou uma palavra que só vocês conhecem e uma regra simples, a de que ninguém faz Pix para número novo sem antes ligar para o número antigo.
Já fez o Pix? O que fazer agora
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Avise o banco e peça o MED
No aplicativo do banco, na área do Pix, use a opção de contestar a transação, ou ligue para o SAC. Diga que foi golpe e peça o MED, o Mecanismo Especial de Devolução do Banco Central. Anote o número do protocolo.
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Guarde as provas
Faça prints da conversa inteira, do número, da foto do perfil e do comprovante do Pix. Anote o nome, o banco e a chave Pix de quem recebeu. Faça isso antes de bloquear ou apagar qualquer coisa.
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Registre o boletim de ocorrência
O boletim de ocorrência pode ser feito pela internet, na delegacia virtual do seu estado. Conte o que aconteceu, com datas, valores e o número que mandou as mensagens.
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Avise a família
Conte ao parente cuja foto foi usada e aos outros familiares. O mesmo número pode procurar outras pessoas da família, e o parente verdadeiro também pode denunciar o perfil.
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Denuncie e bloqueie o número
No próprio WhatsApp, bloqueie o número marcando a opção Denunciar ao WhatsApp. O passo a passo está logo abaixo.
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Se o banco negar ou não responder
Guarde a resposta e o protocolo. Você pode registrar reclamação no consumidor.gov.br ou no Procon e procurar orientação jurídica.
O MED pode ser pedido em até 80 dias depois do Pix, mas quanto antes, maior a chance. O Banco Central rastreia o dinheiro na conta que recebeu e nas contas para onde ele foi passado, e o bloqueio alcança o saldo que ainda estiver nelas. Veja o passo a passo no guia sobre o que fazer depois de um golpe do Pix.
Como denunciar o número ao WhatsApp
Primeiro, faça os prints da conversa. Depois, abra a conversa com o número, toque no menu da conversa e escolha Bloquear. Na mesma tela, marque a opção Denunciar ao WhatsApp e confirme. É o caminho descrito na Central de Ajuda do WhatsApp.
Quando você denuncia, o WhatsApp recebe até cinco das últimas mensagens da conversa e a identificação da conta. A pessoa denunciada não é avisada. Depois do bloqueio, você deixa de receber mensagens e ligações desse número, e a conversa continua na sua lista, o que ajuda a guardar as provas.
Peça também ao parente cuja foto foi usada e aos outros familiares que receberam a mensagem que denunciem o número. A denúncia ajuda a plataforma a agir contra a conta, mas não devolve o dinheiro: para isso, o caminho é o seu banco.
Falso parente, WhatsApp clonado ou perfil falso?
Os três golpes pedem dinheiro em nome de alguém que você conhece, mas o que fazer muda. A pista está no número: no falso parente, ele é novo; no WhatsApp clonado, invadiram a conta e a mensagem vem do número de sempre.
- Golpe do falso parenteA mensagem vem de um número novo, com a foto do seu parente. A conta verdadeira dele continua com ele, e por isso uma ligação para o número antigo resolve a dúvida.
- WhatsApp clonadoAqui invadiram a conta verdadeira do seu parente, e a mensagem vem do número de sempre. Ligar para esse número pelo próprio WhatsApp não basta: confirme por uma ligação comum ou com outra pessoa da família.Veja como recuperar a conta clonada
- Perfil falsoSe foi a sua foto ou o seu nome que usaram para pedir dinheiro aos seus contatos, quem precisa agir é você: denunciar o perfil, avisar os contatos e guardar as provas.Veja o que fazer com um perfil falso
O que diz a lei
- EstelionatoCódigo Penal, art. 171: obter vantagem ilícita enganando alguém. Pena de reclusão de 1 a 5 anos e multa, na redação da Lei 15.397/2026.
- Fraude eletrônicaCódigo Penal, art. 171, § 2º-A: quando a fraude usa informações dadas pela vítima ou por alguém enganado por redes sociais, contatos telefônicos ou outro meio fraudulento parecido. É o caso de quem faz o Pix achando que falava com o filho. Pena de reclusão de 4 a 8 anos e multa, na redação da Lei 15.397/2026.
- Vítima idosa ou vulnerávelCódigo Penal, art. 171, § 4º: a pena aumenta de 1/3 ao dobro se o crime é cometido contra idoso ou vulnerável, considerada a relevância do resultado gravoso (redação da Lei 14.155/2021).
A lei pune quem aplica o golpe. Quem fez o Pix achando que ajudava um parente é vítima, e o boletim de ocorrência com as provas ajuda a polícia a investigar quem está por trás do número e da conta que recebeu o dinheiro.
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- Usaram a sua foto ou o seu nome?Veja como denunciar o perfil falso à plataforma, avisar os seus contatos e guardar as provas.
Se você perdeu dinheiro: como funciona o atendimento
Cada etapa depende da anterior. Nem todo caso passa por todas elas, não há resultado garantido e cada caso depende das provas.
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Análise do caso
Leitura da conversa, dos comprovantes, do boletim de ocorrência e das respostas do banco para entender o que aconteceu e definir o caminho.
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Medidas com o banco
Quando o MED foi negado ou não teve resposta, pedido formal ao banco, com as provas do golpe, para rever a análise.
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Medidas na Justiça
Quando cabível, pedido para que a plataforma e os bancos informem quem está por trás do número e da conta que recebeu o dinheiro, e ação de reparação contra os responsáveis.
Advogado responsável
Lucas Karam é advogado especialista em Direito Digital. A atuação inclui a orientação de vítimas de golpes digitais, como o golpe do falso parente e outros pedidos de Pix feitos em nome de quem a vítima conhece.
Coordena a pós-graduação Inteligência Artificial para Advogados na EBPOS, é coautor de livros sobre LGPD pela Saraiva Jur e membro da Comissão Especial de Direito Digital da OAB/BA.
- Inscrição
- OAB/BA 56.878
- Formação
- Direito (UCSAL), pós-graduação em Direito Digital e Compliance, MBA em Data Protection Officer (IESB) e Gestão de TI (Estácio)
- Certificações
- CIPM e CDPO/BR (IAPP), DPO (EXIN), Lead Implementer e Auditor Líder ISO/IEC 27701 (ABNT)
- Sigilo
- Sigilo profissional previsto no Estatuto da Advocacia e, nos processos que envolvem a intimidade, segredo de justiça
Outras entrevistas na imprensa
Entrevistas sobre golpes no Pix, fraudes e segurança na internet.
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Rádio Antena 1 Salvador, Bahia Notícias no Ar
Golpes no Pix no Carnaval
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TV Globo, Bom Dia DF
Sites falsos criados com inteligência artificial
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CNJ
Entrevista como professor e advogado de Direito Digital
Perguntas frequentes
Dá para recuperar o dinheiro?
Pode dar, mas depende de cada caso. Peça o MED ao seu banco o quanto antes, em até 80 dias depois do Pix. O Banco Central rastreia o dinheiro na conta que recebeu e nas contas para onde ele foi passado, e o bloqueio alcança o saldo que ainda estiver nelas. O resultado depende de haver saldo nessas contas.
Como saber se é mesmo o meu parente?
Ligue para o número antigo dele, aquele que você já tinha salvo, por uma ligação comum. Se tiver dúvida, faça uma pergunta que só ele saberia responder e que não aparece nas redes sociais. Se a pessoa recusar qualquer ligação e só insistir no Pix, não pague.
Bloqueei o número. Perdi as provas?
Não necessariamente. Pela Central de Ajuda do WhatsApp, a conversa com quem você bloqueou continua na sua lista de conversas. Faça os prints agora, sem apagar a conversa, e guarde também o comprovante do Pix.
O que acontece quando eu denuncio o número ao WhatsApp?
Segundo a Central de Ajuda do WhatsApp, a plataforma recebe até cinco das últimas mensagens da conversa e a identificação da conta denunciada. A pessoa denunciada não é avisada. A denúncia ajuda a plataforma a agir contra a conta, mas não devolve o dinheiro: para isso, fale com o seu banco.
Usaram a foto do meu filho. O que ele pode fazer?
Ele pode denunciar o número ao WhatsApp, avisar os contatos por outro canal de que não trocou de número e guardar os prints que a família recebeu. Se o golpista também criou perfis com o nome ou a foto dele em redes sociais, veja o guia sobre perfil falso.
Como evitar que isso aconteça de novo?
Combine com a família uma regra simples: ninguém faz Pix para número novo sem antes ligar para o número antigo. Uma palavra ou uma pergunta que só a família conhece também ajuda. Vale ainda deixar as redes sociais mais fechadas, para que a foto e os nomes dos parentes não fiquem tão à vista.
Moro em outro estado. Vocês podem me atender?
Sim. O atendimento é online, para pessoas de todo o Brasil, e os processos na Justiça são eletrônicos. Lucas Karam é inscrito na OAB da Bahia, e a forma de atuar em processos de outros estados é explicada na análise de cada caso.
Informações atualizadas em outubro de 2026.
Já fez o Pix e o banco negou a devolução?
Se o banco negou o MED, não respondeu ou os 80 dias já passaram, ainda pode haver outros caminhos. A equipe avalia as medidas possíveis.
Tenha à mão os prints da conversa, o comprovante do Pix e o boletim de ocorrência. No primeiro contato, não mande senhas nem códigos do banco.
Resposta no mesmo dia útil, pela equipe do escritório, sob a responsabilidade do advogado Lucas Karam (OAB/BA 56.878). Atendimento online em todo o Brasil, com sigilo profissional. Prefere e-mail? Escreva para contato@lucaskaram.com.br.
Quer saber como o escritório atua nesse tipo de caso? Veja a página do advogado para golpes e fraudes na internet.
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As informações desta página são gerais e não substituem a análise de um caso concreto.
