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Falso empréstimo

Pagou taxa por um empréstimo que não veio? Veja o que fazer agora

Atendimento online em todo o Brasil.

Revisado por , advogado (OAB/BA 56.878), em .

Se você pagou uma taxa, um seguro ou um "IOF" para liberar um empréstimo e o dinheiro nunca caiu, caiu no golpe do falso empréstimo. Os primeiros passos são seus e não dependem de advogado: não pague mais nada, avise o seu banco agora e, se foi Pix, peça o MED. Aqui você aprende a reconhecer o golpe, a conferir se a empresa é autorizada pelo Banco Central e o que fazer com o dinheiro que já saiu.

Pediram mais uma taxa? Não pague. Nenhuma taxa nova libera o empréstimo: é assim que o golpe continua. Veja o que fazer agora

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Resposta no mesmo dia útil, pela equipe do escritório, sob a responsabilidade do advogado Lucas Karam (OAB/BA 56.878). Atendimento online em todo o Brasil, com sigilo profissional. Prefere e-mail? Escreva para contato@lucaskaram.com.br.

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Como reconhecer

Como o golpe do falso empréstimo funciona

O golpe pega quem está precisando de dinheiro, muitas vezes com o nome negativado e sem crédito no banco. A porta de entrada muda (anúncio, WhatsApp, falso correspondente, falso consignado), mas o final é sempre o mesmo: pagar antes para receber depois.

  • O anúncio nas redes sociaisUm anúncio no Instagram, no Facebook ou no Google promete crédito rápido, sem consulta ao SPC e à Serasa, até para quem está negativado. O clique leva a uma conversa no WhatsApp com um "atendente" da financeira.
  • A mensagem no WhatsAppVocê recebe uma oferta de empréstimo "pré-aprovado" por WhatsApp, SMS ou e-mail, às vezes com o seu nome e o seu CPF certos, o que passa confiança. Esses dados podem ter saído de vazamentos.
  • O falso correspondente bancárioO golpista diz que é correspondente de um banco conhecido, usa a marca do banco no perfil e manda um "contrato" com logotipo. O contrato parece real, mas o banco nunca ouviu falar da proposta.
  • O falso consignadoO alvo é o aposentado, o pensionista ou o servidor: um consignado com juros baixos, "liberado pelo INSS". O INSS informa que não oferece crédito nem empréstimo consignado a ninguém.
  • A taxa para liberarCom o empréstimo "aprovado", vem a cobrança: taxa de liberação, seguro, IOF, taxa de cadastro, "comprovação de renda". O pagamento é por Pix ou boleto, muitas vezes para uma conta de pessoa física.
  • Sempre mais uma taxaDepois do primeiro pagamento, aparece outro problema: o sistema travou, o valor precisa de mais um seguro, o banco pediu um depósito de garantia. O empréstimo nunca cai, e o golpista some quando você para de pagar.
Antes de pagar

Sinais de alerta

  • Pagamento antecipadoÉ o principal sinal. O Banco Central orienta a não fazer pagamento antecipado para receber empréstimo, principalmente para conta de pessoa física.
  • Pagamento para pessoa físicaO Pix ou o boleto vai para o nome de uma pessoa, e não para o banco ou a financeira que aparece no contrato.
  • Sem consulta ao SPC e à SerasaO Banco Central manda desconfiar da empresa que não faz consultas ao SPC e à Serasa nem as exigências comuns em outros bancos.
  • Condições boas demaisJuros muito abaixo do mercado, valor alto para quem está negativado, aprovação em minutos sem nenhum documento.
  • Pressa e ameaçaA oferta "vence hoje", a taxa precisa ser paga em uma hora ou o "contrato será cancelado com multa". A pressa serve para você não conferir.
  • Só pelo WhatsAppNão há site oficial, endereço, telefone fixo ou ouvidoria. Quando você pede para falar com o banco, o atendente inventa uma desculpa.
Antes de contratar

Como conferir se a empresa existe e é autorizada

  1. Procure a empresa no Banco Central

    No Meu BC, a página Encontre uma instituição lista as instituições autorizadas, reguladas ou supervisionadas pelo Banco Central, com os dados de cadastro e os canais de atendimento. Busque pelo nome ou pelo CNPJ que aparece no contrato.

  2. Desconfie do nome parecido

    Golpistas usam nomes quase iguais aos de bancos e financeiras de verdade. Compare o CNPJ do contrato com o que aparece no Banco Central, e não só o nome.

  3. Confirme pelo canal oficial

    Ligue para o gerente ou para os canais oficiais do banco, que você encontra no site ou no aplicativo do próprio banco, e não no número que mandou a proposta. Pergunte se aquele contrato existe.

  4. Confira o correspondente

    Correspondente bancário é a empresa contratada por um banco para atender clientes em nome dele, inclusive em propostas de empréstimo. Ele deve dizer para qual banco trabalha e informar os canais de contato desse banco, inclusive a ouvidoria.

  5. No consignado do INSS, use o Meu INSS

    O INSS não oferece empréstimo. No aplicativo Meu INSS dá para ver as taxas dos bancos credenciados para o consignado. Quem não pretende contratar pode manter o benefício bloqueado para empréstimo.

A consulta é feita na página Encontre uma instituição, no Meu BC. Segundo o Banco Central, ela serve justamente para saber se quem oferece conta, produto ou empréstimo está cadastrado no Banco Central e, assim, evitar golpes.

Sobre o correspondente bancário, a Resolução CMN nº 4.935/2021 diz que ele deve mostrar ao público que presta serviço a um banco, com o nome desse banco e os canais de contato dele, inclusive a ouvidoria. Ele não pode usar logomarca parecida com a do banco nem cobrar, em seu próprio benefício, valores ligados aos produtos do banco. Se o "correspondente" pede taxa para a conta dele, desconfie.

Primeiros passos

Já pagou a taxa? O que fazer agora

  1. Não pague mais nada

    Nenhuma taxa nova vai liberar o empréstimo. Pare de responder ao golpista, mesmo que ele ameace com multa, processo ou nome sujo.

  2. Avise o seu banco e peça o MED

    Se pagou por Pix, ligue para o seu banco ou use a área do Pix no aplicativo, diga que foi golpe e peça o MED, o Mecanismo Especial de Devolução do Banco Central. Se foi boleto ou transferência, avise o banco do mesmo jeito. Anote o protocolo.

  3. Guarde as provas

    Faça prints do anúncio, do perfil, da conversa inteira, do "contrato" e dos comprovantes. Anote o nome, o CPF ou CNPJ, o banco e a chave Pix de quem recebeu. Faça isso antes de bloquear o número.

  4. Registre o boletim de ocorrência

    Pode ser feito pela internet, na delegacia virtual do seu estado. Conte o que aconteceu, com datas, valores e os dados de quem recebeu o dinheiro.

  5. Denuncie o anúncio e o número

    Denuncie o anúncio na rede social em que ele apareceu e o número no WhatsApp. Se o golpista usou o nome de um banco de verdade, avise também esse banco pelos canais oficiais.

  6. Se o banco negar ou não responder

    Leve o caso à ouvidoria do banco, com os protocolos, e registre reclamação no consumidor.gov.br, no Procon ou no Banco Central. Guarde a resposta por escrito.

O MED pode ser pedido em até 80 dias depois do Pix, mas quanto antes, maior a chance. O Banco Central rastreia o dinheiro na conta que recebeu e nas contas para onde ele foi passado, e o bloqueio alcança o saldo que ainda estiver nelas. Veja o passo a passo no guia sobre o que fazer depois de um golpe do Pix.

Seus dados

Mandou documentos, selfie ou senha?

Para "aprovar o cadastro", o golpista costuma pedir foto do documento, comprovante de residência, uma selfie e às vezes até a senha do gov.br. Com isso, alguém pode tentar abrir conta ou pedir crédito em seu nome. Três cuidados:

  1. Confira o seu CPF no Registrato

    O Registrato, do Banco Central, mostra as dívidas, as contas e as chaves Pix em seu nome. Use para ver se algum banco registrou empréstimo ou conta que você não pediu.

  2. Ative o BC Protege+

    Com ele ativado, o Banco Central ajuda a evitar que abram contas no seu nome. Os dois serviços ficam no Meu BC e pedem conta gov.br prata ou ouro com verificação em duas etapas.

  3. Troque senhas e códigos

    Se passou senha do gov.br, do banco ou um código recebido por SMS, troque a senha agora e confira os aparelhos conectados à conta.

Se aparecer uma conta, um cartão ou um empréstimo que você não pediu, conteste no banco por escrito e veja o guia sobre empréstimo ou conta aberta no seu nome. Os dois serviços do Banco Central estão no Meu BC: Registrato e BC Protege+.

Não confunda

Falso empréstimo, empréstimo no seu nome ou falso INSS?

Os três envolvem empréstimo, mas o que fazer muda. A pergunta que separa um do outro é simples: quem pediu o empréstimo e quem pagou o quê.

  • Golpe do falso empréstimoVocê procurou o crédito, ou aceitou a oferta, e pagou uma taxa para liberar um dinheiro que nunca caiu. O prejuízo é o que você pagou.
  • Empréstimo no seu nomeAqui você não fez pedido nenhum: alguém contratou um empréstimo, abriu uma conta ou fez um cartão usando os seus dados, e a cobrança chega para você.Veja o que fazer com o empréstimo no seu nome
  • Golpe do falso INSSA ligação ou a mensagem vem em nome do INSS, da prova de vida ou de uma "revisão do benefício", e pede dados, selfie ou dinheiro. Também atinge quem tem consignado.Veja o golpe em nome do INSS
  • Anúncio com famoso ou banco falsoSe o anúncio usava vídeo de um famoso, de um apresentador ou um site idêntico ao de um banco, pode ter sido feito com inteligência artificial.Veja os golpes feitos com IA
Lei e tribunais

O que diz a lei

  • EstelionatoCódigo Penal, art. 171: obter vantagem ilícita enganando alguém. Pena de reclusão de 1 a 5 anos e multa, na redação da Lei 15.397/2026. Cobrar taxa por um empréstimo que nunca vai existir é o exemplo clássico.
  • Fraude eletrônicaCódigo Penal, art. 171, § 2º-A: quando a fraude usa informações dadas pela vítima enganada por redes sociais, contatos telefônicos, e-mail fraudulento ou meio parecido. Pena de reclusão de 4 a 8 anos e multa, na redação da Lei 15.397/2026.
  • Vítima idosa ou vulnerávelCódigo Penal, art. 171, § 4º: a pena aumenta de 1/3 ao dobro se o crime é cometido contra idoso ou vulnerável, considerada a relevância do resultado gravoso (redação da Lei 14.155/2021). É comum no falso consignado.
  • Conta laranjaCódigo Penal, art. 171, § 2º, VII, incluído pela Lei 15.397/2026 (cessão de conta laranja): incorre nas mesmas penas quem cede, de graça ou não, conta bancária para receber dinheiro de crime. Quem "empresta" a conta que recebeu a taxa também pode responder.
  • Regras do correspondenteResolução CMN nº 4.935/2021: o correspondente não pode usar logomarca parecida com a do banco (art. 14, II), deve informar para qual banco trabalha e os canais desse banco (art. 14, III) e não pode cobrar em seu próprio benefício valores dos produtos do banco (art. 14, VII).

A lei pune quem aplica o golpe. Quem pagou a taxa achando que contratava um empréstimo é vítima, e o boletim de ocorrência com as provas ajuda a polícia a chegar a quem está por trás do perfil e da conta que recebeu o dinheiro.

E o banco? Depende do caso. Pela Súmula 479 do STJ, os bancos respondem pelas fraudes de terceiros que fazem parte do risco da própria atividade. No golpe em que a vítima faz o pagamento por conta própria, a discussão costuma ser sobre a conta que recebeu: para o STJ, se houver prova de que o banco descumpriu as diligências da abertura da conta do golpista, há falha no dever de segurança; se ele verificou a identidade do titular seguindo as regras do Banco Central, não há (REsp 2.124.423, Terceira Turma). Veja as decisões e como pedir no guia sobre quando o banco tem que devolver o dinheiro do golpe.

Outros casos

Guias relacionados

Atendimento

Se você perdeu dinheiro: como funciona o atendimento

Cada etapa depende da anterior. Nem todo caso passa por todas elas. Não há resultado garantido. Cada caso depende das provas.

  1. Análise do caso

    Leitura da conversa, do anúncio, do "contrato", dos comprovantes, do boletim de ocorrência e das respostas do banco para entender para onde o dinheiro foi.

  2. Medidas com os bancos

    Quando o MED foi negado ou não teve resposta, pedido formal ao seu banco e ao banco que recebeu o dinheiro, com as provas do golpe.

  3. Medidas na Justiça

    Quando cabível, pedido para que a plataforma do anúncio e os bancos informem quem está por trás do perfil e da conta que recebeu, e ação de reparação contra os responsáveis.

Lucas Karam, advogado de Direito Digital
Quem cuida do caso

Advogado responsável

Lucas Karam é advogado especialista em Direito Digital. A atuação inclui a orientação de vítimas de golpes digitais, como o golpe do falso empréstimo, o falso consignado e outras fraudes que começam por anúncio ou mensagem.

Coordena a pós-graduação Inteligência Artificial para Advogados na EBPOS, é coautor de livros sobre LGPD pela Saraiva Jur e membro da Comissão Especial de Direito Digital da OAB/BA.

Inscrição
OAB/BA 56.878
Formação
Direito (UCSAL), pós-graduação em Direito Digital e Compliance, MBA em Data Protection Officer (IESB) e Gestão de TI (Estácio)
Certificações
CIPM e CDPO/BR (IAPP), DPO (EXIN), Lead Implementer e Auditor Líder ISO/IEC 27701 (ABNT)
Sigilo
Sigilo profissional previsto no Estatuto da Advocacia e, nos processos que envolvem a intimidade, segredo de justiça

Conheça a trajetória de Lucas Karam

Imprensa

Outras entrevistas na imprensa

Entrevistas sobre golpes contra aposentados, Pix, fraudes e segurança na internet.

  • Lucas Karam entrevistado por TV Globo, Bom Dia DF: Biometria para novas aposentadorias do INSS

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  • Lucas Karam entrevistado por Rádio Antena 1 Salvador, Bahia Notícias no Ar: Golpes no Pix no Carnaval

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  • Lucas Karam entrevistado por TV Brasil, Repórter Brasil: Crimes digitais: punições previstas em lei para hackers

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  • Lucas Karam entrevistado por CNJ: Entrevista como professor e advogado de Direito Digital

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Dúvidas

Perguntas frequentes

Empresa séria cobra taxa antes de liberar o empréstimo?

O Banco Central orienta a não fazer pagamento antecipado para receber empréstimo, principalmente para conta de pessoa física. Desconfie de qualquer pedido de Pix, depósito ou boleto para liberar o dinheiro, ainda mais em nome de uma pessoa, e contrate só com instituição autorizada pelo Banco Central.

Dá para recuperar a taxa que paguei?

Pode dar, mas depende de cada caso. Se pagou por Pix, peça o MED ao seu banco o quanto antes, em até 80 dias. O resultado depende de ainda haver saldo nas contas que receberam o dinheiro. Se o MED não resolver, ainda se analisa se algum banco falhou, por exemplo ao abrir a conta do golpista sem conferir quem era o titular.

Como saber se a financeira é autorizada pelo Banco Central?

Procure o nome ou o CNPJ da empresa na página Encontre uma instituição, no Meu BC, o site do Banco Central para o cidadão. Ali estão as instituições autorizadas, reguladas ou supervisionadas, com os canais de atendimento. Se a empresa diz que é correspondente de um banco, confirme com o próprio banco, pelo canal oficial dele.

O golpista está ameaçando me processar ou sujar meu nome. E agora?

Não pague. A ameaça de multa, processo ou nome sujo é mais uma forma de pressão. Guarde os prints das ameaças, que também são prova, registre o boletim de ocorrência e bloqueie o número depois de salvar a conversa.

Mandei foto do meu documento e uma selfie. Corro risco?

Pode haver risco de usarem os seus dados para abrir conta ou pedir crédito em seu nome. Consulte o Registrato, ative o BC Protege+ no Meu BC e, se aparecer algo que você não pediu, conteste no banco por escrito e veja o guia sobre empréstimo no seu nome.

Ofereceram consignado do INSS pelo WhatsApp. É golpe?

Desconfie. O INSS informa que não oferece crédito nem empréstimo consignado e que, se alguém entrar em contato oferecendo empréstimo em nome do INSS, você não deve dar andamento. O consignado é feito com um banco, e as taxas dos bancos credenciados podem ser vistas no aplicativo Meu INSS.

Moro em outro estado. Vocês podem me atender?

Sim. O atendimento é online, para pessoas de todo o Brasil, e os processos na Justiça são eletrônicos. Lucas Karam é inscrito na OAB da Bahia, e a forma de atuar em processos de outros estados é explicada na análise de cada caso.

Informações atualizadas em outubro de 2026.

Atendimento

Pagou a taxa e o banco não devolveu?

Se o banco negou o MED, não respondeu ou os 80 dias já passaram, ainda pode haver outros caminhos. A equipe avalia as medidas possíveis.

Tenha à mão os prints da conversa e do anúncio, os comprovantes e o boletim de ocorrência. No primeiro contato, não mande senhas nem códigos do banco.

Falar com o escritório no WhatsApp

Resposta no mesmo dia útil, pela equipe do escritório, sob a responsabilidade do advogado Lucas Karam (OAB/BA 56.878). Atendimento online em todo o Brasil, com sigilo profissional. Prefere e-mail? Escreva para contato@lucaskaram.com.br.

Quer saber como o escritório atua nesse tipo de caso? Veja a página do advogado para golpes e fraudes na internet.

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As informações desta página são gerais e não substituem a análise de um caso concreto.

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