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Caiu num golpe de QR code? Veja o que fazer agora

Atendimento online em todo o Brasil.

Revisado por , advogado (OAB/BA 56.878), em .

O golpe do QR code acontece quando você lê um código falso e o pagamento ou os seus dados vão para o golpista: um adesivo colado sobre o QR code verdadeiro do restaurante, uma cobrança falsa, uma encomenda com código ou um site falso de banco. Os primeiros passos são seus e não dependem de advogado: se já pagou, avise o banco agora e peça o MED; se ainda não confirmou, confira o nome de quem vai receber. Aqui você aprende a reconhecer o golpe, a guardar as provas e o que fazer com o dinheiro que já saiu.

Ainda não confirmou? Leia o nome que aparece na tela do banco antes de confirmar. Se não for o da loja ou do restaurante, cancele. Veja como conferir

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Resposta no mesmo dia útil, pela equipe do escritório, sob a responsabilidade do advogado Lucas Karam (OAB/BA 56.878). Atendimento online em todo o Brasil, com sigilo profissional. Prefere e-mail? Escreva para contato@lucaskaram.com.br.

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Como reconhecer

Como o golpe do QR code funciona

O QR code é um quadrado de pontos que o celular lê para abrir um pagamento ou uma página. Como ninguém consegue ler o código a olho nu, o golpista troca o verdadeiro pelo dele e espera você pagar sem conferir. Ele aparece de quatro formas principais.

  • O adesivo colado sobre o QR code verdadeiroO golpista imprime um QR code do Pix ligado à conta dele e cola por cima do código verdadeiro. Acontece em mesa de restaurante, caixa de loja, cartaz, estacionamento e parquímetro. Você lê, paga e o dinheiro vai para o golpista, não para o lugar onde você está.
  • O QR code no boleto ou na cobrança falsaA cobrança chega por e-mail, mensagem ou papel, com o visual de uma empresa conhecida e um QR code do Pix para pagar mais rápido. O valor pode estar certo, mas quem recebe é o golpista. O mesmo truque aparece no código "copia e cola".
  • O QR code na encomenda ou na cartaChega um pacote, uma carta ou um folheto que você não pediu, com um QR code para "confirmar a entrega", "receber um brinde" ou "atualizar o cadastro". O código leva a um site falso que pede dados pessoais, dados do cartão ou um pagamento.
  • O QR code que leva a site falso de banco ou de lojaO código abre uma página que copia o visual do seu banco ou de uma loja virtual conhecida. Ali pedem a senha, o código que chega por SMS, os dados do cartão ou a instalação de um aplicativo. Com isso, o golpista pode entrar na sua conta.
Antes de ler

Sinais de alerta

Nenhum sinal sozinho prova o golpe, mas dois ou três juntos pedem que você pare e confira.

  • Adesivo colado por cimaBordas soltas, papel por cima de outro papel, cor ou tamanho diferente do resto do cartaz. A Cartilha de Segurança do CERT.br recomenda procurar sinais de alteração antes de ler qualquer QR code em local público.
  • Nome que não bateNa tela de confirmação do banco aparece o nome de uma pessoa ou de uma empresa que não tem nada a ver com o restaurante, a loja ou a conta que você quer pagar.
  • QR code que chegou por mensagemCobrança, prêmio ou entrega que chega por SMS, e-mail ou WhatsApp com um QR code para pagar. O CERT.br orienta ignorar QR codes recebidos por mensagem e buscar o código no site ou no aplicativo oficial.
  • Página que pede senha ou códigoDepois de ler o QR code, abre uma página pedindo senha do banco, código de verificação ou dados completos do cartão. Não digite nada ali: entre no banco só pelo aplicativo oficial.
  • Pressa e valor estranhoA cobrança "vence hoje", o brinde "acaba agora", o valor é diferente do combinado. A pressa serve para você não conferir.
Antes de confirmar

Como conferir o QR code antes de pagar

A conferência mais importante leva poucos segundos e acontece na tela do seu banco, depois de ler o código e antes de confirmar. Pelas regras do Banco Central para o Pix (Requisitos Mínimos para a Experiência do Usuário, versão 7.3), o aplicativo precisa mostrar, antes da confirmação, o nome de quem vai receber, o CPF com parte dos números escondida ou o CNPJ, e o valor lido do QR code. Quando quem recebe é uma empresa, aparece o nome fantasia, se houver, ou a razão social. O aplicativo também precisa dar a opção de cancelar antes de concluir.

Esses dados vêm do cadastro da chave Pix no Banco Central, e não do que está escrito no cartaz ou na cobrança. Por isso o golpista consegue copiar o desenho e o valor, mas o nome que aparece na sua tela é o do dono da conta que vai receber o dinheiro.

  1. Olhe o QR code antes de ler

    Veja se não há adesivo colado por cima ou sinal de que o cartaz foi mexido. Na dúvida, não leia e chame o atendente ou o responsável pelo local.

  2. Confira o nome na tela do banco

    Depois de ler o código, o aplicativo do banco mostra quem vai receber. Leia com calma: o nome precisa ser o da loja, do restaurante ou da empresa que você quer pagar.

  3. Confira o CPF ou o CNPJ e o valor

    Se quem recebe é uma empresa, o banco mostra o CNPJ. Se é uma pessoa, mostra parte do CPF. O valor também precisa ser o combinado.

  4. Se algo não bater, cancele

    Não confirme. Cancelar antes de concluir não custa nada. Peça outro meio de pagamento ou pergunte ao atendente qual é o nome que deve aparecer.

  5. Prefira o código do canal oficial

    Para contas e boletos, pegue o QR code no aplicativo ou no site oficial da empresa, digitando você mesmo o endereço, e não no que chegou por mensagem.

Primeiros passos

Já pagou pelo QR code falso? O que fazer agora

  1. Avise o banco e peça o MED

    No aplicativo do banco, na área do Pix, use a opção de contestar a transação, ou ligue para o SAC. Diga que foi golpe com QR code falso e peça o MED, o Mecanismo Especial de Devolução do Banco Central. Anote o número do protocolo.

  2. Guarde as provas

    Tire foto do QR code falso e do lugar onde ele estava, de perto e de longe. Guarde o comprovante do Pix, com o nome e o CPF ou CNPJ de quem recebeu, e faça prints da mensagem ou do site, com o endereço da página.

  3. Registre o boletim de ocorrência

    Pode ser pela internet, na delegacia virtual do seu estado. Conte onde estava o QR code, a data, a hora, o valor e quem aparece como recebedor no comprovante.

  4. Se digitou senha ou dados, proteja a conta

    Troque a senha do banco pelo aplicativo oficial, bloqueie o cartão cujos dados você digitou e avise o banco. Se instalou algum aplicativo a pedido da página, conte isso ao banco também.

  5. Avise o lugar onde estava o QR code

    Mostre o adesivo ao gerente do restaurante, da loja ou do estacionamento. Assim ele retira o código falso e evita novas vítimas. Peça que guarde o adesivo e, se houver, as imagens das câmeras.

  6. Se o banco negar ou não responder

    Guarde a resposta e o protocolo. Você pode registrar reclamação no consumidor.gov.br ou no Procon e procurar orientação jurídica.

O MED pode ser pedido em até 80 dias depois do Pix, mas quanto antes, maior a chance. O Banco Central rastreia o dinheiro na conta que recebeu e nas contas para onde ele foi passado, e o bloqueio alcança o saldo que ainda estiver nelas. Veja o passo a passo no guia sobre o que fazer depois de um golpe do Pix. Para as fotos e os prints servirem de prova, veja também quando o print vale como prova e como guardá-lo.

Para quem vende

Trocaram o QR code da sua loja ou do seu restaurante?

Quando o golpista cola um QR code falso no balcão ou na mesa, o comerciante também é vítima: o cliente pagou, mas o dinheiro não entrou na conta da loja. Faça estes passos assim que perceber a troca.

  1. Fotografe antes de retirar

    Tire fotos do adesivo, do lugar e da data. Depois retire o código falso e confira todos os outros QR codes da loja.

  2. Registre o boletim de ocorrência

    Conte quando percebeu a troca e junte as fotos. Se houver câmeras, guarde as imagens do período.

  3. Confira os pagamentos recebidos

    Compare as vendas do dia com os Pix que entraram de fato na sua conta. Isso mostra quando a troca começou e quantos clientes podem ter pago ao golpista.

  4. Avise o seu banco e os clientes

    Informe o banco da conta que recebe os pagamentos. Com cuidado, avise os clientes que pagaram no período para que eles também peçam o MED ao banco deles.

Quem arca com o prejuízo, o cliente que pagou ao golpista ou o comerciante que não recebeu, e se algum banco responde, depende de como o golpe aconteceu e dos registros de cada pagamento: cada caso depende das provas. Veja quando o banco costuma responder no guia sobre se o banco tem que devolver o dinheiro do golpe.

Não confunda

QR code falso, golpe dos Correios ou boleto falso?

Os três golpes desviam um pagamento que parece legítimo, mas a pista muda. No QR code falso, a pista está no nome do recebedor na tela do banco; na cobrança dos Correios, no link da mensagem; no boleto falso, no beneficiário do boleto.

  • Golpe do QR codeO pagamento vai para o golpista porque o código foi trocado ou falsificado. A tela de confirmação do banco mostra outro nome como recebedor, e é ali que dá para perceber a tempo.
  • Golpe dos CorreiosA mensagem chega por SMS, e-mail ou WhatsApp cobrando uma taxa de entrega, com um link para um site que imita os Correios ou uma transportadora.Veja o guia do golpe dos Correios
  • Boleto falsoO boleto inteiro é falso ou foi adulterado, e o código de barras leva o dinheiro para outra pessoa. A conferência é no nome do beneficiário antes de pagar.Veja o guia do boleto falso
Lei

O que diz a lei

  • EstelionatoCódigo Penal, art. 171: obter vantagem ilícita enganando alguém por artifício, ardil ou outro meio fraudulento. Pena de reclusão de 1 a 5 anos e multa, na redação da Lei 15.397/2026.
  • Fraude eletrônicaCódigo Penal, art. 171, § 2º-A: quando a fraude usa informações dadas pela vítima ou por alguém enganado por redes sociais, contatos telefônicos, e-mail fraudulento ou outro meio fraudulento parecido. Pena de reclusão de 4 a 8 anos e multa, na redação da Lei 15.397/2026.
  • Vítima idosa ou vulnerávelCódigo Penal, art. 171, § 4º: a pena aumenta de 1/3 ao dobro se o crime é cometido contra idoso ou vulnerável, considerada a relevância do resultado gravoso (redação da Lei 14.155/2021).

A lei pune quem aplica o golpe. Quem pagou um QR code falso achando que pagava a conta do restaurante é vítima. Qual dessas regras se aplica a cada caso é avaliado pela polícia e pela Justiça, e o boletim de ocorrência com as fotos e o comprovante ajuda a investigar quem está por trás da conta que recebeu o dinheiro.

Outros casos

Guias relacionados

Atendimento

Se você perdeu dinheiro: como funciona o atendimento

Cada etapa depende da anterior. Nem todo caso passa por todas elas. Não há resultado garantido, e cada caso depende das provas.

  1. Análise do caso

    Leitura do comprovante, das fotos do QR code, do boletim de ocorrência e das respostas do banco para entender como o golpe aconteceu e definir o caminho.

  2. Medidas com o banco

    Quando o MED foi negado ou não teve resposta, pedido formal ao banco, com as provas do golpe, para rever a análise.

  3. Medidas na Justiça

    Quando cabível, pedido para que os bancos informem quem está por trás da conta que recebeu o dinheiro, e ação de reparação contra os responsáveis.

Lucas Karam, advogado de Direito Digital
Quem cuida do caso

Advogado responsável

Lucas Karam é advogado especialista em Direito Digital. A atuação inclui a orientação de vítimas de golpes digitais, como o golpe do QR code falso, o golpe do Pix e as fraudes com sites falsos.

Coordena a pós-graduação Inteligência Artificial para Advogados na EBPOS, é coautor de livros sobre LGPD pela Saraiva Jur e membro da Comissão Especial de Direito Digital da OAB/BA.

Inscrição
OAB/BA 56.878
Formação
Direito (UCSAL), pós-graduação em Direito Digital e Compliance, MBA em Data Protection Officer (IESB) e Gestão de TI (Estácio)
Certificações
CIPM e CDPO/BR (IAPP), DPO (EXIN), Lead Implementer e Auditor Líder ISO/IEC 27701 (ABNT)
Sigilo
Sigilo profissional previsto no Estatuto da Advocacia e, nos processos que envolvem a intimidade, segredo de justiça

Conheça a trajetória de Lucas Karam

Imprensa

Outras entrevistas na imprensa

Entrevistas sobre golpes no Pix, sites falsos e crimes digitais.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Dá para recuperar o dinheiro?

Pode dar, mas depende de cada caso. Peça o MED ao seu banco o quanto antes, em até 80 dias depois do Pix. O Banco Central rastreia o dinheiro na conta que recebeu e nas contas para onde ele foi passado, e o bloqueio alcança o saldo que ainda estiver nelas. Não há resultado garantido.

Como saber se um QR code é falso antes de pagar?

Olhe se há adesivo colado por cima e, depois de ler o código, confira na tela do banco o nome e o CPF ou CNPJ de quem vai receber. Pelas regras do Banco Central para o Pix, essas informações aparecem antes de você confirmar. Se o nome não for o da loja ou da empresa que você quer pagar, cancele.

O golpe do QR code na encomenda é verdade?

Sim, existem golpes com QR code em pacotes, cartas e folhetos que a pessoa não pediu. O código leva a uma página que pede dados, senha ou pagamento. Se chegou algo assim, não leia o código. Confirme a entrega ou a cobrança pelo aplicativo ou pelo site oficial da loja ou da transportadora, digitando você mesmo o endereço.

Li o QR code, mas não paguei nada. Corro risco?

Se você só abriu a página e fechou sem digitar nada e sem instalar nada, feche e não volte a ela. Se digitou senha, código ou dados do cartão, troque a senha pelo aplicativo oficial do banco, bloqueie o cartão e avise o banco. Se instalou um aplicativo a pedido da página, conte isso ao banco.

Pagar com QR code é seguro?

O QR code em si é só um atalho para os dados do pagamento. O risco está em quem colocou o código ali. Pagar por QR code continua útil quando você confere, na tela do banco, o nome e o valor antes de confirmar.

O banco tem que devolver o dinheiro?

Depende de como o golpe aconteceu. O primeiro passo é o MED. Se o banco negar, a responsabilidade dele depende dos registros da transação e das provas, e cada caso depende de análise própria.

Moro em outro estado. Vocês podem me atender?

Sim. O atendimento é online, para pessoas de todo o Brasil, e os processos na Justiça são eletrônicos. Lucas Karam é inscrito na OAB da Bahia, e a forma de atuar em processos de outros estados é explicada na análise de cada caso.

Informações atualizadas em outubro de 2026.

Atendimento

Pagou por um QR code falso e o banco negou a devolução?

Se o banco negou o MED, não respondeu ou os 80 dias já passaram, ainda pode haver outros caminhos. A equipe avalia as medidas possíveis.

Tenha à mão o comprovante do Pix, as fotos do QR code e o boletim de ocorrência. No primeiro contato, não mande senhas nem códigos do banco.

Falar com o escritório no WhatsApp

Resposta no mesmo dia útil, pela equipe do escritório, sob a responsabilidade do advogado Lucas Karam (OAB/BA 56.878). Atendimento online em todo o Brasil, com sigilo profissional. Prefere e-mail? Escreva para contato@lucaskaram.com.br.

Quer saber como o escritório atua nesse tipo de caso? Veja a página do advogado para golpes e fraudes na internet.

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As informações desta página são gerais e não substituem a análise de um caso concreto.

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